"Só No Amor Somos Iguais"


O novo livro de Fernanda Young, décimo primeiro de sua carreira como escritora, investiga a construção do mito amoroso sob uma ótica super contemporânea, a partir da personificação da noiva em todas as nuances possíveis do branco, do imaculável ao branco assassinado/homicida.

A Louca Debaixo do Branco mostra mulheres possíveis: amadas, sofridas, felizes, abandonadas, desapaixonadas... Foram dois anos de pesquisas, muitas anotações e idéias que transformaram a obra literária em uma (também) instalação na parceria com Diógenes Moura.

Fernanda Young se traveste de personagens que são variações dela mesma e de todas as mulheres. Ou melhor ainda, de todos os que amam. Segundo ela, "só no amor somos todos iguais" e "nós nos construímos para sermos amados, queremos oferecer a perfeição e encobrimos as feridas com camadas de tule". Portanto, você pode se identificar em qualquer uma dessas noivas, dependendo do seu momento.

Ela surge em vestidos belíssimos criados por feras como Rodrigo Rosner e Samuel Cirnansck, ou ainda despida de noiva (com um corpo de acabar com o casamento alheio). Existe o fetiche da noiva, o simbolismo da lua de mel, existe o desenrolar da história e a fatalidade (ou não) do fim.

O casamento de Fernanda Young é com sua arte. Com esse jeito profundo de tocar a superficialidade, de rir das pequenas (e das grandes) tragédias que compõem a nossa vida.

Os registros fotográficos são de Bob Wolfenson, Gustavo Zylbersztajn, Hidelbrando de Castro, Daniel Klajmic, Ludovic Carème e Paulo Vainer.

O registro em vídeo ficou por conta da top convidada Raquel Zimmerman e de Claudio Belizário. Os padrinhos musicais do grande evento são Paulo Miklos e Pitty.

Em exposição até 18 de novembro no MIS - Museu da Imagem e do Som, em São Paulo.
Terças e quartas, das 12 às 21h; quintas e sextas, das 12 às 20h; sábados, das 11 às 20hs; domingos e feriados, das 11 às 19h

Ingresso: R$ 4,00.


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