13 MINUTOS PARA MATAR HITLER


Baseado em fatos reais ou pelo menos registrados assim, o filme “13 Minutos Para Matar Hitler” conta a biografia de Georg Elser, o autor do atentado em uma cervejaria de Munique, em 8 de novembro de 1939, colocando uma bomba atrás de um púlpito usado pelo füher.


Georg Elser era um homem comum, filho de agricultores, trabalhou como carpinteiro e posteriormente em uma fábrica de relógios. Ele era apaixonado por música, frequentava casas noturnas e gostava de manifestar seu posicionamento político. Foi ligado ao partido comunista até 1931 mas, por não concordar com as ideias de Hitler, tornou-se opositor ao partido em 1933.



Elser foi preso tentando atravessar ilegalmente a fronteira da Alemanha com a Suiça na noite de 8 de novembro de 1939, coincidentemente a mesma noite em que ocorreu a explosão de uma bomba em uma cervejaria em Munique, onde Hitler realizou um discurso. O füher escapou do atentado por ter deixado o local 13 minutos antes do previsto.


Sob tortura, Elser confessou o crime e o filme mostra as lembranças de prisioneiro torturado, entre elas: sua família no campo, o sofrimento durante a ascensão nazista e sua paixão por Elsa (uma mulher casada, brutalizada pelo marido, em uma analogia clara ao nazismo).



Dirigido por Oliver Hirschbiegel, “13 Minutos…” foi um dos destaques do Prêmio de Cinema Alemão, com 7 premiações, incluindo Melhor Ator e Melhor Ator Coadjuvante e vários prêmios de direção de arte. O ator Christian Friedel faz uma brilhante interpretação de Georg Elser. A fotografia, cenários e figurinos do filme também merecem destaque.


Elser foi morto em um campo de concentração em 1945, quando a derrota de Hitler já era certa. Mas fica uma dúvida. Teria sido mesmo Elser o autor do atentado? Ou será que a Gestapo, diante da necessidade de arrumar imediatamente um culpado, apenas se aproveitou a história daquele homem?



Ficha Técnica
Título: “13 Minutos Para Matar Hitler”
Título original: Elser: Er Hätte Die Welt Verändert
Direção: Oliver Hirschbiegel
Roteiro: Léonie-Claire Breinersdorfer e Fred Breinersdorfer
Elenco: Christian Friedel, Katharina Schüttler e Burghart Klaußner
Distribuição: Mares Filmes
País: Alemanha
Gênero: Drama
Ano: 2016


A Natureza Geométrica de Ellen Giggenbach


Descobri a arte de Ellen Giggenbach quando procurava por imagens originais de árvores de natal na internet. Junto com a árvore de natal que eu procurava, encontrei uma grande quantidade de ilustrações de pássaros que me lembravam os desenhos de Charley Harper, apesar de possuírem uma linguagem muito diferente e particular.


A designer e ilustradora Ellen Giggenbach nasceu em Augsburg, no sul da Alemanha, mas muito jovem imigrou para a Wellington, na Nova Zelândia, onde vive e trabalha.
A fauna e a flora da Nova Zelândia inspiram a artista e são presença constante em seus trabalhos, com todo o colorido e o exotismo que a natureza local proporciona. E não são apenas os pássaros. Ellen desenha muitos animais, plantas e a paisagem.




Como designer gráfico freelancer, Ellen Giggenbach teve muitas de suas obras licenciadas para empresas em uma grande variedade de produtos, incluindo artigos de papelaria, livros, embalagens, acessórios de decoração, objetos utilitários e até estampas para tecidos e roupas.


Atualmente Ellen se concentra em produzir obras de arte únicas que refletem seus interesses e influências, que incluem a arte popular tradicional europeia, o modernismo e ilustrações de meados do século passado.




















Second Life Toys



Juntar partes de brinquedos de pelúcia danificados e dar-lhes uma segunda vida foi a idéia de  Akira Suzuki, profissional da Dentsu, para chamar a atenção sobre a falta de crianças doadoras de órgãos.
O projeto Second Life Toys, "ressuscita" bichinhos de pelúcia doados, que depois vão para instituições que cuidam de crianças. 


A campanha foi lançada em maio deste ano em parceira com a Green Ribbon, grupo japonês de transplante de órgãos, contando com a participação de artistas, designers e fabricantes de brinquedo de pelúcia de todo o mundo.


Futuros participantes podem doar brinquedos ou pedir peças para restaurar suas próprias pelúcias. A campanha pede a qualquer um que receba um transplante de pelúcia para escrever uma carta de agradecimento ao doador e completar o círculo de reciprocidade, ajudando a ilustrar os benefícios potenciais de uma doação de orgãos de verdade.






Björk Digital

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Björk é uma artista incansável e sempre surpreendente. Agora ela trabalha em uma versão em realidade virtual de Vulnicura, escreve novas músicas para um novo álbum e também dirige uma exposição etinerante dedicada aos aspectos digitais de seu trabalho. 


Seu último álbum, Vulnicura (em três versões diferentes: álbum original, versão acústica e versão concerto) foi lançado em 2015 e foi muito elogiado pela crítica.
Depois de muitos anos sem se apresentar em sua terra natal, ela se fez duas apresentações no festival de música Iceland Airwaves e inaugurou a sua exposição Björk Digital no Harpa Conference Cernter.
A exposição intitulada Björk Digital é um projeto de realidade virtual onde o público pode entrar em um mundo de realidade virtual interativa e experimentar sua música de uma nova maneira, com a ajuda da tecnologia 3D. 


Sempre na vanguarda, Björk não se assusta com as novas tecnologias. Ao contrário, ela está sempre esperando por alguma coisa que possibilite realizar suas idéias e tira o melhor proveito de tudo, seja na música, nos filmes, nas fotos, nos cenários e até em suas roupas. Como ela mesma diz:  " Quando vejo coisas novas, sou como um corvo atraído por algo brilhante".
Björk tem trabalhado em imagens tridimensionais com o artista James Merry e recentemente terminou uma realease de realidade virtual da música Family, do álbum Vulnicura, que ela considera seu melhor trabalho até agora. 


Enquanto a maioria dos artistas briga para contra a reprodução gratuita de seus vídeos e músicas pela internet, ela vai a favor da maré, buscando caminhos que fazem seus shows e essa exposição etinerante se transformarem em experiências únicas, que jamais poderão ser vividas através do Youtube.

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Nas fotos a baixo, Björk em uma das apresentações no  Harpa Concert Hall and Conference Centre - Os figurinos são Emanuel Ungaro e David Ferreira, com headpiece by Gucci e James Merry.
As fotos são de Santiago Felipe







A Steampunk Art de Kazuhiko Nakamura



O designer e professor de arte 3D Kazuhiko Nakamura gastou muitas de suas horas livres estudando técnicas e criando obras que o transformaram também em artista plástico.


Muito diferente de tudo o que se vê na internet com o rótulo de "arte digital", o trabalho de Kazuhiko Nakamura se destaca não só pela complexa mistura homem/máquina mas também técnica peculiar: Cada uma das milhares de "peças" que compõem as imagens, são criadas uma a uma e aleatoriamente, posteriormente agrupadas para formar as imagens, como em um quebra-cabeça.


Nascido em Hyogo, no Japão, em 1961, Nakamura recebeu fortes influências da arte cyberpunk e do surrealismo em sua juventude. Essas nfluências são visíveis em seu trabalho, definido por um crítico de arte como "um híbrido surreal do homem e da máquina, um duro casamento de metal e carne". 


Nos últimos 10 anos o trabalho de Nakamura vem sendo reconhecido com prêmios e exposições em galerias de arte e instituições como The National Museum of Emerging Science and Innovation, deTokyo (2015) e o Hangaram Design Museum, de Seoul (2014).
Nas redes sociais ele é post certo nos perfis dos apreciadores de steampunk art.